"No Natal a gente vem te buscar" Texto: Naun Alves de Souza
Num Hospital. O irmão e a irmã, estão com a solteirona (eu, de camisola branca). Vieram, foram obrigados a vir. A solteirona está louca e desgrenhada. Adormeceu, tomou muitos tranquilizantes.

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Para isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre o berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação na poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte , apenas
Nascemos, imensamente.
Vinícius de Moraes
Esta é a realidade triste da peça, fala da morte, abandono, sentimento de culpa... Aprendi muito neste semestre, o trabalho com este texto foi muito profundo, tivemos que fazer um mergulho dentro de nós.
Saber que o futuro é cheio de incertezas dá um medo!
Nos imaginarmos nesta situação, faz com que, a gente aprenda a amar muito. Eu visitei um asilo, e fiquei muito feliz ao ver o tratamento que davam aos velhinhos. Mesmo assim quando a gente começa a conversar e eles se sentem confiantes, revelam a tristeza cravada em seus corações...

Quero muito agradecer!!! Ao meu amorzinho, que foi todos os dias me prestigiar, a minha amada mãe, irmãos, sobrinha Jujú, cunhadinhas, as amigas fãs Dri, Carol (BH), Paty, Márcia, Adriano. Aos meus professores, Rafa, Joana, Hugo. Aos meus irmãos maldosos na ficção, Carlão e Sté, que me fizeram chorar muito, mas me ensinaram muito tb. Todos do grupo que fizeram este trabalho acontecer e a todos que torceram, mesmo de longe.
Escrito
por
Sheila Mello
às
06:49
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