Nasceu Caldé!!!

Enfim "Caldé"!!!
Agradeço a todos que foram prestigiar nossa peça, foi uma delícia dividir um momento especial com amigos e familiares!!!
O GRUPO OS TUBOS DE ENSAIO APRESENTA PEÇA DE AUTORIA PRÓPRIA COMO PROJETO DE FORMATURA NO CÉLIA HELENA TEATRO ESCOLA
O Grupo dirigido por Marcelo Lazzaratto estréia o espetáculo “Caldé e os Peixes que Aprenderam a Nadar no Ar”, texto de autoria própria, em fevereiro, no Teatro Célia Helena em São Paulo.
“Os Tubos de Ensaio”, grupo formado durante o curso profissionalizante de Arte Dramática do Célia Helena Teatro Escola estréia no próximo dia 29 de fevereiro o seu Espetáculo de Formatura. A peça intitulada “Caldé e os Peixes que Aprenderam a Nadar no Ar” contou com a direção de Marcelo Lazzaratto, professor do Célia Helena Teatro Escola, da UNICAMP, e diretor da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, grupo atuante há nove anos em São Paulo.
O espetáculo nasceu da idéia de realização de um trabalho que abordasse de forma ampla o tema da anodinia, entendida esta como a capacidade humana de “anestesiar-se” frente a determinadas circunstâncias, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis. O elenco, em conjunto com Lazzaratto, optou por não seguir nenhum texto dramatúrgico preconcebido, entendendo que a criação de uma obra teatral própria permitiria uma maior aproximação entre o resultado final e as angustias, idéias e discurso do grupo.
A peça trata da história de uma cidadela tipicamente provinciana chamada Caldé, um organismo social fechado em si e para si, que recebe a catastrófica notícia de um cataclisma natural iminente que liquidará o povoado como um todo. Como se comportam os cidadãos de Caldé frente a tal notícia? Como são afetadas as relações pessoais e sociais? O que lhes resta? “Caldé e os Peixes que Aprenderam a Nadar no Ar” é um retrato singelo de uma pequena sociedade marcada para morrer. Mais do que isso, é um rascunho da perplexidade do homem diante da inevitabilidade da vida.
O projeto que teve seu início em agosto do ano passado traz como fontes inspiradoras primordiais as obras do cineasta Federico Felini (principalmente os filmes “Amarcord” e “Ensaio de Orquestra”), as telas do pintor Amadeo Modigliani e uma fábula contada pelo diretor, ator e dramaturgo Dario Fo em seu discurso de recepção do Prêmio Nobel de Literatura em 1997. Tais referências são perceptíveis quer na criação dos personagens que habitam a cidade de Caldé, quer na encenação, tipos de relações criadas e enredo.
Nos dias de hoje, onde a nossa incapacidade de agir está na ordem do dia, o espetáculo nos apresenta uma bela reflexão, sempre primando pelo não oferecimento de respostas, mas sim colocando o questionamento e a dúvida em foco. O próprio tema da anodinia nos é trazido de forma multifacetada, aparecendo ora como um mecanismo de defesa, ora como uma característica intrínseca do homem, ora como uma herança de uma organização social perversa, ora como a mais pura manifestação da vida que, apesar de tudo, continua existindo.
Escrito
por
Sheila Mello
às
18:40
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